que tenha corpo –
e saiba se abrir
sem medos de feridas.
há tanto! no meio
emaranhado
vir
sua linda. buh!
que tenha corpo –
e saiba se abrir
sem medos de feridas.
há tanto! no meio
emaranhado
vir
sua linda. buh!
o dia verso noite
artimancada de invenções
curvas, turvas
as remoelas
desacordar
sair do espaço do sonho
onde vivo uma vida inteira
trazer o sonho pro caminho
como se
como se fosse
[uma coisa simples, isso
nunca haverá
ou sempre há de haver
uma possibilidade
(e sempre me lembro
quando disse:
*possibilidades*
e não veio)
desaprender os castigos
as artimanhas,
as falcatruas
e faltas, as
dancinhas felizes e
depois não ver
a ver navios
espaçamento gasto
evocando uma memória inteira
uma membrana tão antiga
desgostosa
pífia
com manejos e rostos
de histórias daquelas
que não desejamos
o mundo binário
do desdesejo
do não solfejo
da soltura
a recusa ao caminhar
é uma fissura
a desfazer
redefinir
—-
nino pesa não sei quantos quilos, mas é preto com um brilho azul, mais alto e mais magro que seu antecessor. possui uma pequena curvatura na tampa, mas isso é mais charme que imperfeição. e se adapta lindamente aos seus olhos grandes.
nino gosta de jogar, e é um pouco esquizofrênico: chegou a apagar uma identidade inteira, e agora a confunde com a principal! mas não tem problema, ele prefere os softwares livres e não tem medo de trabalho. gosta de ver figuras e de ler também, mas às vezes imprime pra não cansar a vista.
ele por enquanto se veste de azul bem aos moldes tradicionais, mas eu sei que de careta não tem nada: me pede de vez em quando as mais diversas peraltices! oh sim, o mais importante, nino, mesmo sendo tão novo, é extremamente multimídia: gosta de imagens e sons, parece com a mãe. veio ao mundo sem pai, que isso é coisa obsoleta. independência, menino, é assim que se faz!
vox ~ partituras de verbos y danças / por inês nin
*
brilho
clã
corro
respiro
ruído
sustento
vento
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